Retinoscopia

15/07/2014 10:35

RETINOSCOPIA

REFRAÇÃO OCULAR SUBJETIVA

A refração ocular deve ser iniciada com um bom exame de anamnese, através de uma conversa que se tem com o cliente, à qual somam-se dados iniciais importantes para se obter uma boa refração. Através da anamnese, pode-se identificar se o cliente é emétrope ou não e qual a origem da sua ametropia: se é simples correção óptica ou patológica.

Se o cliente tem dificuldade para ver de longe, trata-se de uma miopia, Com dificuldades para perto e longe, trata-se de uma hipermetropia ou hiperopia.
Com idade por volta dos 40 anos pode se também tratar-se de uma pesbipia.
O míope, com ausência de acomodação, nunca se cansa da leitura de perto. O hipermetrope cansa-se com um curto período de leitura, dado a constante acomodação, podendo queixar-se de dificuldade na visão de perto ou mesmo cefaléias em decorrência de fadigas dos músculos ciliares, responsáveis pela acomodação.
Os astigmatas não têm percepção de nitidez em linha perpendiculares entre si e confundem-se trocando as letras na leitura.
Deve-se estar atento a idade pré-escolar, para anomalias como da posição do olhar, no esfregar dos olhos com constância, no pestanejar repetidamente, na conjuntiva hepiremica, nas cefaléias e nas fadigas ou cansaço das tarefas escolares.
As crianças, na idade pré-escolar, têm o hábito de enxergar muito perto, necessariamente isto não constitui um vício de refração. Acontece que o alto poder de acomodação, que elas possuem nesta idade, obtém maior imagem retiana.

 

RETINOSCOPIA

 

Define-se retinoscopia, esquiascopia de fenda ( Eskios = sombra; Skopein = ver) ou esquiametria,  como um método que objetiva determinar o estado refrativo do olho, cujo princípio básico é o de determinar o poder focal do olho.
Se considerarmos o olho como uma lente de poder desconhecido, seu estado refrativo poderá ser determinado, se conseguirmos localizar o foco conjugado da retina, ao ser iluminada com uma fonte de luz.
Focos conjugados, por sua vez, são dois pontos, no sistema óptico, localizados de tal forma que os raios se originam em um deles e encontram foco no outro.
Exemplo: A + A'.

 

Na retinoscopia, a retina se converte numa fonte luminosa ao refletir raios de luz que proveêm do retinoscópio.

Quando iluminamos o olho com o retinoscópio, observamos o movimento do reflexo de luz na retina e, ao compararmos com o movimento da luz proveniente do retinoscópio, estes dois movimentos devem se neutralizar mediante uma lente apropriada.


A retinoscopia inclui uma série de sistemas e movimentos

1. Sistemas
    1.1 O sistema de iluminação inclui:
       
· A luz que emerge do retinoscópio;
       · A imagem desta luz, que é refletida na retina;

Quando se usa um espelho plano, a fonte de luz A' está atrás do instrumento.

 

Quando se usa um espelho côncavo, a fonte aparente de luz A' está localizada diante do instrumento. (Normalmente usamos espelho plano).

 

A fonte de luz pode ser:
        · Fixa - em forma de ponto;
        · Rotável - em forma de faixa;

1.2 - O sistema de Observação inclui:
        · A luz refletida que emerge da retina;
        · Orifício de observação do instrumento;

A luz refletida que emerge da retina, passa através da pupila do cliente e do orifício de observação do retinoscópio, para cair na retina do examinador. Se esta luz chega, totalmente e sem desvios, à retina do examinador, este verá a pupila do cliente completamente iluminada. Mas se a luz chega parcialmente à retina do examinador, este observará que uma parte da pupila do cliente está iluminada, enquanto que a outra parte está escura. Esta parte escura é o que se denomina "sombra ou reflexo" em retinoscopia.